COIC debateu matriz logística e impactos na competitividade da construção industrial
A Comissão de Obras Industriais e Corporativas – COIC, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção realizou, nesta quarta-feira, 25, a 14ª Reunião Nacional da Construção Industrial. O encontro reuniu lideranças empresariais e especialistas para discutir os impactos da infraestrutura e da logística nos custos da indústria e alinhar as prioridades estratégicas da comissão para 2026.
A abertura foi conduzida pelo vice-presidente de Obras Industriais e Corporativas da CBIC, Ilso Oliveira, que ressaltou a relevância do tema para o avanço da competitividade nacional. “Infraestrutura e logística ainda são temas muito carentes no país. Se não começarmos por elas, dificilmente vamos avançar na velocidade e no nível de sucesso que o Brasil precisa”, disse.
Um dos destaques da programação foi a palestra do professor Paulo Resende, da Fundação Dom Cabral, que apresentou um diagnóstico detalhado da matriz logística brasileira e seus impactos sobre a competitividade das empresas.
Segundo o especialista, o custo logístico brasileiro já não é apenas uma questão de ser alto. O problema é que ele está alto no lugar errado”, afirmou. Resende disse que o custo logístico no Brasil representa 12,35% do faturamento bruto das empresas, enquanto nos Estados Unidos esse percentual é de 8,5%, na China 9,5% e na Índia 11,2%.
Resende destacou que, nos últimos 20 anos, o país investiu, em média, apenas 0,8% do PIB em infraestrutura de transportes. Ele estimou que investimentos da ordem de US$ 30 bilhões por ano durante uma década poderiam gerar economia acumulada de cerca de US$ 600 bilhões em custos logísticos, reduzindo significativamente o peso sobre o setor produtivo.
Fonte CBIC/Liveprint