Como anda a arquitetura de interiores em 2026
Até recentemente os projetos contemporâneos de arquitetura de interiores quase sempre optavam por parede claras, poucos móveis, formas puras e uma paleta neutra, que entregava um resultado elegante, mas quando as mesmas características se tornaram repetitivas nos projetos de arquitetura de interiores, ficou para trás uma referência fundamental: a personalidade.
A boa notícia é que esse cenário deixou de ser realidade. À medida que passamos a compreender as moradas como parte de nós, os ambientes passaram a transmitir quem somos por meio de objetos afetivos, lembranças de viagens, peças garimpadas e outros recursos que demonstram nossa essência.
O arquiteto boliviano Eduardo Baldelomar acredita que esse movimento reflete a sintonia entre projetos mais quentes, sofisticados e pessoais.
Para ele, o minimalismo que marcou tantos projetos nos últimos anos já não traduz tão bem o nosso período atual. O problema, segundo ele, não está no estilo em si, mas na repetição de uma mesma linguagem.
Baldemor afirma que antigamente todos adoravam morar em casas com visuais mais ‘clean’ e poucas informações, pois prevalecia a máxima de que menos é mais. Entre tons off-white, formas e volumes puros, a natureza era o único elemento capaz de produzir um contraste dentro dessa composição”, analisa ele.
Fonte: Jornal Tribuna/Liveprint