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  • Indústria e construção aceleram corrida por descarbonização que pode reduzir crise climática

    Indústria e construção aceleram corrida por descarbonização que pode reduzir crise climática

    Os efeitos da crise climática já podem ser notados: geleiras em colapso, tsunamis e até mesmo ciclones e tempestades intensas — alguns deles, inclusive, recentes no Brasil, responsáveis por destruição e prejuízos em diversas cidades, caso recente da cidade de São Paulo.

    Esses fenômenos, porém, são apenas o reflexo mais visível de um problema que está muito mais próximo do nosso dia a dia. Dados mostram que 57% das emissões globais de dióxido de carbono (CO₂) têm origem em dois setores centrais da economia: a indústria e a construção civil. As informações são da One Click LCA, plataforma global de software especializada em análise do ciclo de vida (Life Cycle Assessment – LCA).

    Outros levantamentos mostram que esse impacto pode ser ainda maior. A International Energy Agency (IEA) aponta que a indústria foi responsável por cerca de 25% das emissões globais em 2022. Já o Global Status Report for Buildings and Construction indica que o setor de edificações e construção respondeu por 37% das emissões globais de CO₂ relacionadas à energia e processos em 2022. Somados, os dois segmentos chegam a 62% das emissões globais.

    Especialistas na Construção Civil apontam soluções que podem contribuir para desacelerar  esses efeitos e que boa parte dessa resposta está na frente das operações, seja nos canteiros de obras, em fábricas, túneis e áreas de mineração, e que pequenas mudanças podem provocar efeitos expressivos.

    Modificações aparentemente simples, como a forma de descartar resíduos, reutilizá-los ou escolher o tipo de equipamento utilizado nesses ambientes, têm capacidade de alterar significativamente o impacto ambiental. Calcula-se que a simples substituição de máquinas movidas a combustão por versões elétricas possa reduzir em até 95% as emissões nas frentes de obra. O dado foi revelado em 2024 pelo site da maior feira de construção da América do Norte, a CONEXPO-CON/AGG, e vem influenciando decisões globais de compra e reposicionando fabricantes.

    Fonte: Jornal da Construção/Liveprint

     

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